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Incêndio em Portugal avança para mais uma cidade; número de feridos passa de 150

20/06/2017

As elevadas temperaturas e os fortes ventos fizeram que o incêndio que começou em Pedrógão Grande, em Portugal, no sábado (17), avançasse nesta terça-feira (20) na direção da cidade de Góis, onde a situação é considerada preocupante.



O número de mortos avançou para 64 e o de feridos foi revisado para a 157. Sete pessoas em estado grave, incluindo uma criança.



As aldeias Velha, de Candosa e de Carvalhal do Sapo precisaram ser esvaziadas por precaução, mas alguns moradores se recusaram a deixar suas casas, de acordo com o “Diário de Notícias”. As autoridades também retiraram 56 pessoas de um lar de idosos em Cabreira.








Nesta manhã, colunas de fumaça são observadas nas colinas próximas de Pedrógão Grande e alguns focos de incêndio ainda estavam ativos. O Diário de Notícias diz que 70% do fogo já está dominado, mas os 30% restante ainda preocupam as autoridades.



Em todo o país, quase 2 mil bombeiros estão mobilizados em 80 frentes para combater o fogo. Quase 400 veículos e 11 aviões enviados por países vizinhos são utilizados pelas equipes.



Gestão de florestas






Existe dúvidas sobre a rapidez com que as autoridades bloquearam as estradas no sábado. Um total de 47 vítimas morreram na estrada nacional 236, sendo que 30 delas ficaram cercadas pelo fogo.



O incêndio devastador provoca dúvidas sobre a gestão das florestas e estradas do país, de acordo com a France Presse.



Os jornais portugueses têm manchetes como "O plano de combate a incêndios não foi revisado nos últimos quatro anos", "Falha na comunicação para combater o incêndio" e "A floresta na armadilha dos eucaliptos".



O jornal “Público” recorda que o plano de luta contra as chamas deve ser atualizado a cada dois anos, mas que recentemente a questão dos incêndios florestais "não foi considerada urgente" pelo Parlamento.



O “Jornal de Notícias” destaca o problema das antenas de comunicação dos serviços de emergência, que parecem ter sido danificadas pelo calor do incêndio, o que teria atrasado o trabalho dos bombeiros.





Também aparece no debate a questão dos eucaliptos, altamente inflamáveis. Para João Camargo, especialista em mudanças climáticas citado pelo “Público”, as plantações industriais não regulamentadas são, em grande parte, responsáveis pelo problema.



"Nas últimas décadas observamos um aumento na frequência dos incêndios florestais em Portugal, mais que em outros países do sul da Europa", afirma.

E com o esvaziamento do campo, há menos pessoas para limpar os matagais, terreno ideal para os incêndios florestais.